Autor: Luiz Eduardo Luz

Publicitário, amante da sétima arte e colecionador de filmes, escreve sobre cinema para o Canto Dos Clássicos. Frase preferida do cinema: “Tudo bem, Sr. DeMille, estou pronta para o meu close-up.” – Crepúsculo dos Deuses.

8.0
Cinema

A excelente série documental “Five Came Back”, da marca de streaming Netflix, conta a história de cinco lendários diretores de Hollywood que, durante a Segunda Guerra Mundial, abandonaram suas carreiras para servir no exército. Trata-se de John Huston, William Wyler, Frank Capra, George Stevens e John Ford. Trabalharam como documentaristas, filmando batalhas, ocupações e o cotidiano da guerra. Seus filmes eram usados pelo Departamento de Guerra do governo estadunidense como forma de propaganda. Naquela época, cerca de metade da população do país ia ao cinema ao menos uma vez por semana. Os políticos aproveitaram-se disso, e usavam o período que…

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8.6
Cinema

A década de 50 foi uma das mais marcantes da história do cinema. Recém-saído de um conflito de proporções gigantescas, o mundo estava pronto para se reconstruir – e cheio de histórias para contar. Durante esse período, muitos dos maiores cineastas de todos os tempos estavam em atividade, como John Ford, Akira Kurosawa, Ingmar Bergman, Federico Fellini e Alfred Hitchcock. Uma década de transição em muitos aspectos que vão além do cinema, trazendo consigo revoluções para a comunicação, a moda e a política, por exemplo. A juventude estava à frente de tudo isso. A geração pós-guerra estava encarregada de dar…

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8.4
Cinema

Na história do cinema, é comum que alguns movimentos estéticos e/ou narrativos sejam costumeiramente citados entre os mais importantes para a evolução do meio como um todo. Entre eles estão os importantíssimos expressionismo alemão, a nouvelle vague francesa e a Nova Hollywood, por exemplo. Além destes, um dos mais relevantes para a história da sétima arte é o neorrealismo italiano. Após a Segunda Guerra Mundial, a Itália estava destruída, financeira e moralmente. Esse cenário afetou profundamente a indústria cinematográfica do país, que não possuía mais os recursos para produzir os filmes pelos quais ficara famosa, como os épicos históricos e…

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7.8
Cinema

O cinema, além de portal para mundos imaginários e forma de escapismo dos problemas do cotidiano, sempre foi, também, uma enorme vitrine para o retrato da realidade. É por isso que, desde seus primórdios, a sétima arte, como todas as outras, retratou a guerra. E, em meio a tantos conflitos, um sempre teve destaque: a Segunda Guerra Mundial. Vários motivos existem para isso, como a ascensão político-econômica dos Estados Unidos (que já eram uma potência cinematográfica), que saíram vencedores da guerra, e até mesmo o fato de ser a primeira guerra de larga escala a ocorrer com este meio já…

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8.1
Cinema

O gênero épico, dentro do cinema, possui uma série de traços e peculiaridades que o definem e o tornam facilmente reconhecido aos olhos do espectador. Na esmagadora maioria das vezes, conta a história de um grande herói, que precisa enfrentar diversos e poderosos antagonistas em busca de seu objetivo. Costumam ser ambientados nas grandes civilizações da antiguidade, como Roma e Grécia, ou em universos fantasiosos (mas existem muitos épicos modernos, também, principalmente envolvendo grandes guerras recentes). Em termos de produção, são portentosos e ambiciosos, contendo milhares de locações, figurantes, reproduções de objetos e figurinos de época, e grandes orçamentos. Épicos…

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8.1
Cinema

A Era de Ouro de Hollywood é, até hoje, um período amado e cultuado por cinéfilos de todo o mundo. Caracterizada pelo domínio de produção dos grandes estúdios, essa fase reinou soberana por cerca de 40 anos (início da década de 20 até o fim dos anos 60). Com o colapso desse sistema e o fim do Código Hays, que fiscalizava o conteúdo dos filmes, nasceu a Nova Hollywood, que abria espaço para produções mais independentes. Porém, o nascimento do cinema independente dos Estados Unidos aconteceu um pouco antes, em 1959. O então ator John Cassavetes resolveu escrever e dirigir…

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8.6
Cinema

A carreira de Ingmar Bergman é uma das mais interessantes da história do cinema europeu e mundial. Desde pequeno, o sueco demonstrou interesse e paixão por duas formas de arte: o teatro e o cinema. Seu bom início no teatro, tanto como diretor quanto como roteirista, o qualificou para entrar no mundo da sétima arte. Ele trabalhou ativamente ao longo das décadas de 50, 60 e 70, principalmente, acumulando diversas obras-primas em seu currículo, como O Sétimo Selo, Morangos Silvestres, Quando Duas Mulheres Pecam, Fanny & Alexander, entre outros. Dentro de uma carreira tão notável está o filme Gritos e…

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7.9
Cinema

Durante muito tempo, o processo criativo em Hollywood foi regulado pelo Código de Produção de 1934, também conhecido como Código Hays. Depois de muitos escândalos envolvendo astros do cinema estadunidense terem vindo à tona, esse código foi criado para fiscalizar o conteúdo exibido nos filmes, buscando que nada que denigra a “moral” chegasse às telas. Com o tempo, porém, a regulamentação foi perdendo força, até ser extinta oficialmente em 1956. Ainda levou um tempo para que os cineastas incorporassem aspectos anteriormente proibidos em seus filmes, mas, em meio aos turbulentos anos 60, marcados por intensos protestos contra a Guerra do…

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7.9
Cinema

Alfred Hitchcock teve uma carreira magistral e longa, tendo atuado por mais de meio século. Com tantos filmes em seu currículo, é natural que lembremos sempre de suas obras-primas mais famosas e reconhecidas, como Psicose, Intriga Internacional, Janela Indiscreta e Um Corpo que Cai. Esses são alguns dos pontos mais brilhantes da filmografia do diretor, mas não os únicos. Um dos pontos não muito notórios é o filme Sombra de Uma Dúvida (Shadow of a Doubt, 1943), que é considerado por muitos como a primeira obra-prima do cineasta inglês. O roteiro foi escrito por Thornton Wilder, Sally Benson e Alma…

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8.7
Cinema

Durante os anos 50, o Japão viveu o que atualmente é reconhecida como sua era de ouro no cinema. Após o fim da ocupação estadunidense, no início da década, o país entrou em um período de estabilidade financeira. Nos anos seguintes, o sistema de estúdios cinematográficos viveu seu auge. No fim da década, os estúdios japoneses produziam mais de 500 filmes por ano. No centro dessa efervescência estavam três diretores essenciais: Kenji Mizoguchi, Akira Kurosawa e Yazujirô Ozu. Ao contrário dos dois primeiros, que comumente realizavam obras de época, Ozu só realizou um filme desse gênero em sua carreira. Na…

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