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    Cinema

    Os Sete Samurais – 1954 (Resenha)

    Lucas Pilatti MirandaBy Lucas Pilatti Miranda27 de junho de 2024

    Os Sete Samurais

    Akira Kurosawa já havia apresentado ao cinema algumas obras que o tornaram relevante e chamaram a atenção das grandes produtoras, entre elas “O Anjo Embriagado” (1948), “Rashomon” (1950), “O Idiota” (1951) e “Viver” (1952), mas é praticamente indiscutível que “Os Sete Samurais” (1954) é a sua obra prima, sendo o ápice da produção japonesa e o filme mais caro realizado até aquele momento. Um dos principais exemplares do cinema japonês e também do cinema mundial sem exageros.

    Leia também: 10 filmes de Akira Kurosawa que você precisa assistir

    É sabido que entre Yasujiro Ozu, Hideo Gosha, Kenji Mizoguchi, Yasuzo Masumura e Akira Kurosawa (os grandes e principais diretores japoneses), Akira se destaca como sendo um dos mais “ocidentais”, grande parte de sua filmografia é composta por obras com certo apelo ocidental que muitas vezes não agradou o público japonês, mas em “Os Sete Samurais” o diretor conseguiu entregar um grande presente evidenciando a história do Japão.

    As mais de 3 horas de duração do longa (o que para muitas pessoas pode parecer maçante à primeira vista) é composta por uma história um tanto quanto simples: uma vila feudal japonesa no século XVI que está prestes a ser saqueada por ladrões, perdendo assim toda a produção de alimentos do ano.

    De forma bastante realista e cruel, Kurosawa nos mostra a decadência de uma comunidade em um estado pós-guerra que chega a ser doloroso assistir. Uma pobreza sem igual comandada por uma população totalmente sem esperanças.

    Como já dito, o filme nos apresenta uma vila que está a beira do caos e precisa de uma grande ajuda de samurais para defendê-la do inevitável ataque de bandidos que virão roubar as produções agrícolas. Entretanto, por conta da pobreza imensa, não podem oferecer nada além de comida a esses guerreiros japoneses.

    A difícil tarefa de encontrar samurais dispostos a ajudar essa comunidade logo começa e o primeiro candidato é o velho e experiente Kambei Shimada (interpretado por Takashi Shimura, que já havia trabalhado com Kurosawa em alguns longas como Viver e Rashomon). Ele tem o papel de conquistar novos guerreiros para que juntos possam combater 40 bandidos.

    Valores pessoais e comunitários estão extremamente bem empregados pelos samurais que aceitam colocar sua vida em prol de uma pequena comunidade, sem receber nada em troca, apenas alimentação – ainda que precária. Esse é um dos pontos fortes desse filme, sem contar a delicadeza na construção de certos personagens e a profunda psicologia em cada um deles.

    Kikuchiyo (Toshirô Mifune, um dos grandes companheiros do diretor em grande parte de sua carreira) é um dos personagens mais simbólicos desse filme e um dos mais divertidos da história do cinema. Ele é o último integrante do grupo dos samurais (ainda que não seja verdadeiramente um desses guerreiros). De abobalhado a extremo ajudante, vamos conhecendo a história de Kikuchiyo aos poucos e entendo certas atitudes.

    Por mais que o filme tenha um tom sério e melancólico, certas cenas cômicas ajudam a não ser extremamente pesado. Mas, ainda assim, Os Sete Samurais é uma obra carregada de verdades, com grande apelo social e que possui uma bela composição de técnicas cinematográficas a lá Kurosawa, sem contar a fotografia esplêndida de Asakazu Nakai e a trilha sonora icônica e inesquecível de Fumio Hayasaka que consegue manter a tensão do espectador durante toda a longa filmagem.

    É impossível falar de Os Sete Samurais sem ao menos citar a belíssima cena da batalha final com uma direção exemplar. Ressalto também as corridas de cavalos embaixo de chuva no meio da vila tomada pelo caos que possuem uma realidade imensa e que nos questiona como era possível fazer isso naquela época, mostrando o motivo de Kurosawa ser um dos maiores mestres do cinema de todos os tempos.

    Os Sete Samurais - Akira Kurosawa
    A épica e lendária batalha na chuva

    Leia também: 25 filmes japoneses essenciais que você precisa assistir

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    Criador do Canto dos Clássicos, fascinado por música, cinema e uma boa cerveja. "A vida passa rápido demais, se você não parar e olhar para ela de vez em quando, pode acabar perdendo." - Ferris Bueller's Day Off.

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