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    Juventude Transviada – 1955 (Resenha)

    Lucas Pilatti MirandaBy Lucas Pilatti Miranda9 de junho de 2015

    Juventudes Transviada ou Rebel Without a Cause é um dos principais filmes dos anos 50 sem sombra de dúvidas. Ele soube retratar muito bem a época e consegue manter-se atual até os dias de hoje. Nicholas Ray, responsável também por “No Silêncio da Noite” (1950) e “Johnny Guitar” (1954), era até então, ao lado de Hitchcock, um dos diretores mais bem avaliados pela crítica. O trabalho de Ray nasce do meio de dois outros grandes: “O Selvagem” (1954), e “Elvis Presley” (1956).

    >> Os melhores filmes dos anos 50.

    James Dean retrata o rebelde adolescente angustiado Jim Stark, um tipo que ainda não havia sido mostrado com tamanha intensidade no cinema. O ator, Infelizmente, morreu cedo – aos 24 anos num acidente de carro. Um mês antes do lançamento nos cinemas, ele reproduziu na vida real aquilo que seu personagem havia feito no filme: a direção imprudente. Com isso, tornou-se uma lenda do século 20 e da cultura pop em geral.

    Nicholas Ray percebeu o crescimento desagradável das gangues de adolescentes e viu nisso um bom roteiro. Além de psicólogos e pedagogos, o diretor falou diretamente com garotos, incluindo Frank Mazzola – que deu uma aula sobre a cultura das gangues e participou do filme, trabalhando também na edição do longa.

    juventude_transviada_5Além disso, o filme mostra o afastamento dos pais de meia-idade de seus filhos, outro assunto que estava em vigor: duas gerações que não estavam conseguindo dialogar. Frank Stark, o pai do adolescente, foi interpretado por Jim Backus – conhecido por dublar o personagem de desenho animado Mr. Magoo. O seu papel consegue ser tão forte quanto o de Dean, um senhor comandado pela esposa e descontente com tudo ao seu redor.

    Bom, a obra começa um tanto quanto lenta, dentro de uma delegacia onde Jim Stark é levado após ter bebido em público (algo inconcebível na época e até hoje em alguns países). Logo após, temos uma cena marcante quando o garoto, bêbado, solta o famoso grito “Vocês estão me destruindo!”. Embora assustados, seus pais dão um jeito de o tirarem de lá.

    juventude_transviada_3Jim é novato em sua escola e, ao tentar chamar a atenção da turma com um gesto ridículo no meio da aula no planetário, desperta o olhar descontente e perigoso de Buzz Gunderson (Corey Allen) – o líder da “turminha barra pesada” do colégio. Mas por outro lado, consegue a amizade verdadeira de Plato (Sal Mineo) que estará sempre ao seu lado durante a trama. No final da aula, a gangue espera os dois do lado de fora e, sem opção, Jim parte para a ação e prova que não é nenhum covarde aceitando o convite de seu rival para um racha no final do dia, onde um acidente vai mudar a vida de todos os envolvidos.

    Judy é a namorada de Buzz, mas logo de início, podemos perceber seus olhares de segunda intenção para o belo e inédito garoto da vizinhança. Junto com Jim e Plato, formam um dos principais trios do cinema de todos os tempos. O grupo inseparável marcou essa geração pelo companheirismo e pelo final trágico e marcante deste filme que é um ícone do gênero.

    Por fim, o longa mostra a quebra dos pensamentos conservadores do final da 2ª Guerra Mundial. Vale a pena estudar mais sobre o contexto dos anos 50 para entender toda essa rebeldia dos jovens que, ao contrário do título americano, tem causa embasada que se tornaria uma revolução nos anos 60. Com certeza é um clássico do gênero e merece ser assistido não só pelos amantes da sétima arte.

    juventude_transviada_4juventude_transviada_1Assista ao trailer:

    https://www.youtube.com/watch?v=UN9JiwkollM

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    Lucas Pilatti Miranda
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    Criador do Canto dos Clássicos, fascinado por música, cinema e uma boa cerveja. "A vida passa rápido demais, se você não parar e olhar para ela de vez em quando, pode acabar perdendo." - Ferris Bueller's Day Off.

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