Autor: Laura Thomaz

Apaixonada pelo mundo do cinema, da literatura e da música. Uma eterna curiosa e provavelmente sonhadora demais. A vida é bonita apesar das pessoas serem difíceis, é ai que está a magia da coisa.

Compartilho com os leitores meu breve estudo sobre o manejo dos elementos visuais na construção narrativa de Persona. Obra de 1966, realizada pelo célebre cineasta sueco Ingmar Bergman. Apresentarei minha perspectiva sobre o que está posto em tela, analisando o material bruto da obra (fotogramas) e sua subjetiva interpretação. Persona pode se dividir em quatro arcos. Eu os nomeio de: superfície – as protagonistas são apresentadas, arsenal de informações; interior – Elisabet Vogler e Alma se mostram em profundidade; subconsciente – momento em que as duas se colidem, se enfrentam, se fundem; cortinas se fecham – conclusão da obra, esclarecimentos…

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Não é novidade pra ninguém que os anos 1960 foram muito importantes para a história e, ainda mais importantes pra cultura, arte e nosso querido cinema. Nessa década, a indústria passou por muitas mudanças, das quais nossos filmes favoritos de hoje são descendidos. Conturbada e instigante são palavras que a definem. Por isso, com o intuito de exemplificar esse momento, decidi por escolher o gênero de Ficção Científica para contextualizar os movimentos sociais, a incerta Guerra fria e muito mais dentro do país do blockbuster, os Estados Unidos. A Ficção Científica nos anos 60 é fonte inesgotável de um bom…

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Antes de qualquer discussão, devemos com infeliz certeza, dar nos conta de que somos e fomos diretamente moldados pela indústria cinematográfica estadunidense, a qual de maneira direta guiou nossa forma de ver cinema, ver mulher e ver mulher no cinema. Diante de tal fato reconhecer as pioneiras como verdadeiras percursoras da sétima arte é animador, e por outro lado entristecedor termos conhecimento disso quase que um século depois de suas carreiras. Visitamos então a história da primeira mulher a fazer cinema, lá no fim do século XIX, uma novidade singular e próspera começa a surgir, tecnologia e arte se encontram…

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Análise Semiótica A abertura de um filme expõe de maneira implícita ou explícita muito sobre o que ele vai tratar e como. Uma produção cinematográfica tão profunda quanto a belíssima Laranja Mecânica – A Clockwork Orange, título original – Não seria diferente. Stanley Kubrick dirigiu com maestria a obra literária de Anthony Burgess, trazendo ao cinema uma releitura própria do distópico mundo criado pelo autor. Os primeiros minutos do filme assim como nos primeiros parágrafos do livro, somos apresentados a realidade de Alex (interpretado por Malcolm McDowell) pelo seu próprio olhar como narrador personagem. Laranja Mecânica – 1971 (Resenha) 10…

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